“Flávio Bolsonaro esquema pandemia”: entenda a busca que está bombando na web
“Flávio Bolsonaro esquema pandemia” é a principal busca em alta no Google Trends nesta quinta-feira (22). A busca reúne denúncias sobre a influência política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na gestão de hospitais federais durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e informações sobre sua relação com empresários ligados à negociação da vacina Covaxin.
Os episódios voltaram ao debate público após novas reportagens sobre a atuação do parlamentar durante a crise sanitária.
Hospitais federais
Um dos principais pontos é a gestão dos seis hospitais federais do Rio de Janeiro entre 2019 e 2022. Em reportagem publicada em 1º de outubro, a Agência Pública detalhou a influência atribuída a Flávio Bolsonaro na rede hospitalar, com base em entrevistas, documentos e auditorias de órgãos de controle.
Segundo a investigação jornalística, o grupo político do senador teria influenciado nomeações para cargos de direção e decisões administrativas nas unidades.
No período, os hospitais enfrentaram problemas de funcionamento, falta de profissionais e contratos com indícios de sobrepreço apontados em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
A reportagem também destaca que 30% dos leitos clínicos e de terapia intensiva dos hospitais e institutos federais da capital fluminense permaneceram fechados durante a pandemia, conforme o relatório final da CPI da Covid. Em 2023, uma visita da Câmara dos Deputados identificou 735 leitos inoperantes ou bloqueados.
Em agosto de 2026, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue a possível participação de Flávio nas irregularidades relacionadas à gestão hospitalar.
Festa com lobistas da Covaxin durante a pandemia
Outro episódio que voltou à discussão envolve uma confraternização em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília, em julho de 2020. Segundo reportagem publicada pela revista piauí e repercutida pela imprensa nesta quinta-feira (22), Flávio participou do encontro com empresários ligados à Precisa Medicamentos, empresa que intermediava a negociação da vacina indiana Covaxin com o governo federal, à época comandado por Jair Bolsonaro, e com uma tentativa de propina com dinheiro do SUS.
Leia: Flávio Bolsonaro, garotas de programa e empresários: a festa em lancha durante a pandemia
De acordo com a publicação, a festa reuniu garotas de programa e empresários como Francisco Maximiano, dono da Precisa, e Danilo Trento. A reportagem também relata que Flávio teria recebido um relógio Rolex de um dos participantes.
Naquele momento, o Brasil enfrentava uma fase grave da pandemia, com milhares de mortes por Covid-19. A negociação da Covaxin acabou a ser investigada pela CPI da Pandemia, após denúncias de irregularidades no processo de compra do imunizante.
O contrato previa a aquisição de 20 milhões de doses por cerca de R$ 1,6 bilhão. A comissão parlamentar examinou suspeitas relacionadas à intermediação, às condições contratuais e à pressão para acelerar a importação. O negócio acabou cancelado antes de as doses serem entregues.
Os dois casos tratam de episódios distintos do governo Jair Bolsonaro, mas têm um ponto em comum: levantam questionamentos sobre relações políticas e empresariais em áreas relacionadas à saúde pública durante a emergência sanitária pelo atual candidato Flávio Bolsonaro (PL).
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