Após pedido de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques dá 24 horas para Meta explicar funcionamento do Exército do Lula

22/10/2026 - 16:43
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Após pedido de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques dá 24 horas para Meta explicar funcionamento do Exército do Lula
Exercito do Lula é censurado. - Foto Reprodução/ Redes Sociais Andre Janones

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, no prazo de 24 horas, um relatório técnico detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A decisão atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que questiona o cumprimento das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para as plataformas digitais.

A determinação ocorre no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a integrar o canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e enviou um vídeo em formato de selfie aos participantes.

O “Exército do Lula” já havia sido alvo de decisões de suspensão e restabelecimento no TSE, em meio a questionamentos sobre seu funcionamento durante a campanha presidencial.

Nunes Marques cobra explicações da Meta sobre o Exército do Lula

Na decisão, Nunes Marques exige que a Meta esclareça se o canal cumpre o plano de conformidade firmado com o TSE, que prevê medidas para prevenir práticas capazes de comprometer a integridade do processo eleitoral.

A empresa deverá apresentar informações sobre o funcionamento da ferramenta, a circulação de mensagens e a possível existência de atividades coordenadas entre diferentes contas e plataformas.

O ministro também quer saber quais mecanismos são utilizados para identificar comportamentos potencialmente irregulares e diferenciá-los de ações legítimas de mobilização política.

O que a Meta terá de esclarecer ao TSE

O relatório solicitado por Nunes Marques deverá abordar diferentes aspectos técnicos do funcionamento do “Exército do Lula”.

Entre os pontos que precisam ser analisados estão:

  • Possível sincronização de atividades e atuação coordenada entre contas, canais e plataformas;
  • Replicação de mensagens e padrões de compartilhamento de conteúdo;
  • Alcance, engajamento e eventual amplificação artificial das publicações;
  • Circulação de mensagens encaminhadas, excluídas ou modificadas;
  • Existência de publicidade paga, impulsionamento ou distribuição patrocinada;
  • Critérios utilizados para distinguir mobilização política legítima de comportamento coordenado potencialmente irregular.

O Google também foi acionado para fornecer informações sobre possíveis padrões de amplificação coordenada de termos e hashtags em seus serviços, incluindo buscas em alta e sugestões de pesquisa.

A solicitação abrange um período específico de outubro, cuja referência temporal ainda precisa ser confirmada.

Ministro diz que investigação não mira conteúdo político

Na decisão, Nunes Marques ressaltou que a análise não tem como objetivo avaliar o posicionamento político das mensagens publicadas no canal.

Segundo o ministro, o foco é “o confronto entre as providências formalmente informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento do mecanismo questionado”.

 

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