Quantas empresas fecharam no governo Lula? E quantas abriram?
Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023, milhões de empresas foram abertas e encerradas no Brasil. No entanto, de acordo com o Mapa de Empresas, ferramenta mantida pelo governo federal com informações do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o saldo de abertura de novos negócios supera o de fechamentos.
De acordo com informações da plataforma, foram encerradas 2.153.840 empresas em 2023 e outras 2.436.190 em 2024. Somados, os dois anos registraram 4.590.030 encerramentos.
Nesse mesmo período, foram abertas 8.123.590 novas empresas (3.868.687 em 2023 e 4.254.903 em 2024).
O resultado foi um saldo positivo de aproximadamente 3,53 milhões de empresas nesses dois anos, isto é, para cada empresa encerrada formalmente no período, foram abertas cerca de 1,77 novas empresas.
Já em 2025, o Brasil registrou um crescimento recorde na abertura de novos negócios. Em janeiro deste ano, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgou um levantamento segundo o qual o país registrou 5,1 milhões de novas empresas em 2025, com base em dados de emissão de cartões CNPJ da Receita Federal.
O volume foi 18,6% superior ao de 2024, quando o levantamento contabilizou cerca de 4,3 milhões de novos negócios, estabelecendo um recorde na série histórica utilizada pelo órgão.
A maior parte das aberturas foi de pequenos negócios: cerca de 3,8 milhões de MEIs (microempreendedores individuais), 927 mil microempresas e 207 mil empresas de pequeno porte. Juntas, essas categorias responderam por cerca de 96% das novas empresas.
O setor de serviços concentrou aproximadamente 64% das aberturas, com 3,2 milhões de registros. O comércio apareceu em seguida, com cerca de 1 milhão. Também foram contabilizadas empresas dos setores de indústria, construção e agropecuária.
São Paulo concentrou 29,57% das aberturas, seguido por Minas Gerais, com 10,49%, e Rio de Janeiro, com 8,22%.
A expansão da abertura de novos negócios reflete a desburocratização da formalização dos empreendimentos, o cenário macroeconômico — marcado por fatores que estimulam a renda e o consumo e influenciam as condições de financiamento — e as oportunidades de mercado.
O governo Lula tem implementado e ampliado iniciativas de financiamento e renegociação de dívidas dos pequenos empreendedores, entre elas o Programa Acredita e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
O Programa Acredita foi instituído pela Lei nº 14.995, de 10 de outubro de 2024, e, segundo o Ministério do Empreendedorismo, reúne medidas de renegociação de dívidas e linhas de crédito com condições diferenciadas para pequenos negócios.
As frentes incluem o Desenrola Pequenos Negócios, o ProCred 360 e o microcrédito orientado para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Já o Pronampe, criado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi reformulado para facilitar o acesso ao crédito por microempresas e empresas de pequeno porte, com a participação de instituições financeiras públicas e privadas e a possibilidade de garantias do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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