Parlamentares dos EUA cobram Zuckerberg por suspeita de favorecimento a Flávio

22/10/2026 - 19:37
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Parlamentares dos EUA cobram Zuckerberg por suspeita de favorecimento a Flávio
- Mark Zuckerberg, CEO da Meta -Foto: Brendan Smialowski / AFP

Treze parlamentares dos Estados Unidos cobraram explicações de Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, sobre denúncias de favorecimento à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e de restrições a conteúdos ligados a Lula (PT) nas redes sociais.

Em carta enviada nesta quinta-feira (22), os congressistas questionam a atuação da empresa na eleição brasileira e pedem esclarecimentos sobre possíveis interferências na circulação de publicações políticas.

O documento foi encaminhado após uma sequência de episódios que levaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a exigir providências da companhia, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp.

Entre os casos mencionados está o funcionamento da inteligência artificial do WhatsApp. Usuários relataram que a ferramenta recusava pedidos para produzir imagens eleitorais de Lula, mas atendia solicitações semelhantes relacionadas a Flávio Bolsonaro.

A campanha petista também enfrentou problemas com sua conta de anúncios no Facebook, desativada em 23 de setembro. Outro episódio ocorreu entre 9 e 10 de outubro, quando restrições no Instagram impediram o impulsionamento de publicações por quase 24 horas. Segundo a equipe de Lula, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de receber os anúncios.

Na carta, os parlamentares manifestam preocupação com a possibilidade de a Meta estar reduzindo a circulação de conteúdos do presidente enquanto amplia a exposição de publicações associadas ao adversário.

O TSE já havia determinado que a empresa garantisse tratamento igual às duas campanhas. A Corte aplicou uma multa em 15 de outubro e dobrou o valor quatro dias depois, diante do descumprimento apontado pela Justiça Eleitoral.

A Meta nega interferência política e atribui os problemas relatados a incidentes técnicos. Na terça-feira (20), informou ter adotado 17 medidas para atender às determinações do tribunal, incluindo revisão humana de bloqueios aplicados automaticamente às contas de anúncios.

Os congressistas também querem saber se representantes da empresa mantiveram contatos com integrantes do governo Donald Trump sobre a Justiça brasileira, a regulamentação das plataformas ou a disputa presidencial.

O grupo solicitou uma reunião com a Meta para sexta-feira (23) e estabeleceu 4 de novembro como prazo para respostas por escrito. Entre as exigências estão esclarecimentos sobre os critérios de moderação e a possibilidade de auditoria independente dos dados de distribuição de conteúdo político.

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