Quaest: Felipe Nunes revela fator que pode favorecer Lula nas urnas

24/10/2026 - 21:03
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Quaest: Felipe Nunes revela fator que pode favorecer Lula nas urnas
Lula e Flávio Bolsonaro - Fotos: Ricardo Stuckert/ Pablo PORCIUNCULA/AFP

O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, apontou a abstenção eleitoral como um dos fatores que podem surpreender no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para este domingo (25).

A análise foi feita após a divulgação da última pesquisa Quaest, neste sábado (24), que mostrou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos e Lula com 49%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Segundo Nunes, uma eventual redução da abstenção em relação ao patamar estimado pela pesquisa pode modificar o cenário da disputa, especialmente porque, em sua avaliação, Lula é o candidato mais prejudicado pela ausência de eleitores nas urnas.

“Mas, se amanhã a abstenção vier abaixo daquilo que a gente está estimando, a gente pode ter um quadro de surpresa, porque o candidato mais penalizado com a abstenção é o Lula”, afirmou.

Felipe Nunes destaca estabilidade dos votos de Lula e Flávio

Na avaliação do diretor da Quaest, a principal variável da reta final não é a transferência de votos entre os dois candidatos, mas o comparecimento dos eleitores no domingo.

Isso porque, segundo os dados apresentados por Nunes, tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula apresentam índices elevados de consolidação do eleitorado.

“O grande segredo nesta reta final não é a troca de voto, isso está consistente: o Flávio tem 97% do voto dele, e o Lula, 95%”, explicou.

Os percentuais mencionados pelo cientista político indicam, em sua análise, que a maior parte dos eleitores dos dois candidatos já consolidou sua escolha.

Com isso, a participação de quem ainda não está firmemente alinhado a um dos lados ganha importância na disputa.

Eleitores independentes podem surpreender no segundo turno

Felipe Nunes chamou atenção especialmente para os eleitores independentes, que, segundo ele, representam 16% do eleitorado brasileiro.

O cientista político avalia que a decisão desse grupo de comparecer às urnas pode produzir um resultado diferente daquele sugerido pelas estimativas de participação.

“O que pode surpreender amanhã, olhando para esse dado, são esses independentes, 16% do eleitorado brasileiro, que é muita gente, que amanhã podem dizer: ‘Quer saber? Vou participar, não vou me abster’. Isso aqui pode ser a surpresa da eleição.”

A avaliação ocorre em um cenário de disputa apertada. Na pesquisa Quaest divulgada neste sábado, Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente de Lula, mas a diferença de dois pontos percentuais ficou dentro da margem de erro.

O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 3.702 eleitores entre os dias 23 e 24 de outubro, com nível de confiança de 95%.

 

 

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