Mansão do Richarlison: por que jogador acusa Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de “tomar” propriedade

23/10/2026 - 20:24
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Mansão do Richarlison: por que jogador acusa Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de “tomar” propriedade
- Richarlison e Flávio Bolsonaro. Foto: Foto por PEDRO MARTINS / AGIF / AGIF VIA AFP e Edilson Rodrigues/Agência Senado

O atacante Richarlison apresentou novos documentos e voltou a levantar suspeitas sobre a disputa por uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O jogador acusa o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro (PL), de ter sido beneficiado na disputa pelos direitos sobre o imóvel.

Em vídeo divulgado na quarta-feira (21), Richarlison afirmou ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição de direitos sobre a área, além de reformas, manutenção e outros gastos desde 2020.

“Está aí a prova, seu Willer Tomaz. Você falou que, se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha, então está aí a prova”, declarou.

Richarlison questiona tratamento dado pela SPU

Um dos principais questionamentos do jogador envolve a Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Enquanto o procedimento apresentado pelo grupo ligado a Richarlison não foi concluído, uma empresa de Tomaz conseguiu registrar seus direitos sobre a área em 2022.

“Eu, como cidadão brasileiro, queria ter esses privilégios”, criticou Richarlison.

Tomaz nega qualquer irregularidade e sustenta ter adquirido legalmente o imóvel. Segundo documentos revelados durante a disputa, o advogado afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 3,6 milhões, considerando o valor da aquisição e o pagamento de impostos atrasados.

Richarlison também afirma ter procurado Flávio Bolsonaro para esclarecer a situação. O candidato do PL nega ter participado da negociação e não é parte no processo judicial envolvendo a propriedade.

Nesta sexta-feira (23), o caso ganhou um novo elemento. Um advogado relatou à Justiça que, durante a disputa, ouviu de outro profissional envolvido no episódio que se tratava de uma “briga de cachorro grande”.

As suspeitas levantadas no caso motivaram um pedido de investigação ao Ministério Público. Até o momento, porém, não há comprovação de que Flávio Bolsonaro tenha interferido politicamente na transferência ou regularização dos direitos sobre o imóvel.

 

 

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