Charles Chaplin satiriza industrialização no clássico “Tempos Modernos”
Prefeitura exibe filme no projeto Pontos MIS, nesta segunda-feira (26/10), às 9h, no espaço Cine Teatro, que fica dentro da Escola de Artes, em Hortolândia
Uma crítica ao processo de industrialização e ao capitalismo cheia de humor e gags antológicas. Assim é o filme “Tempos Modernos”, estrelado por Charles Chaplin. O longa-metragem é a atração do Pontos (Museu da Imagem e do Som) de Hortolândia. A sessão será nesta segunda-feira (26/10), às 9h, no espaço Cine Teatro, que fica dentro da Escola de Artes Augusto Boal, localizada na rua Casemiro de Abreu, s/nº, Jardim Amanda. A classificação indicativa é livre.
“Tempos Modernos” é considerado um dos clássicos do cinema e uma das obras mais emblemáticas da carreira do artista inglês Charles Chaplin. Lançado em 1936, o filme é inspirado nos impactos causados pela quebra da Bolsa de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1929. A crise devastou a economia americana com recessão, desemprego em massa, fome e miséria.
O filme, parcialmente mudo, é o último no qual Chaplin interpreta o personagem Carlitos, com o qual ficou eternizado no imaginário coletivo. É também o primeiro filme no qual é ouvida a voz de Carlitos.
A história mostra Carlitos tentando sobreviver num mundo industrial. O protagonista trabalha como operário numa linha de produção de uma fábrica. A rotina repetitiva do trabalho causa um colapso nervoso em Carlitos, e por isso ele é internado num sanatório. Após receber alta, ele é confundido com um líder sindical que comanda um protesto de operários, e acaba sendo preso. Ao sair da cadeia, arruma um emprego de segurança numa loja de departamentos, mas logo é despedido.
Ele então conhece e se apaixona pela jovem Ellen. A moça leva uma vida de dificuldades financeiras, e por isso rouba alimentos para sustentar suas irmãs mais novas. Carlitos se envolve em outra confusão e é preso novamente. Após sair da cadeia, consegue um emprego de garçom no café onde Ellen trabalha como dançarina. A moça é procurada pela polícia. Quando os guardas chegam ao café para prendê-la, ela foge com Carlitos.
No filme, Chaplin faz uma crítica bem-humorada ao capitalismo e à desumanização de trabalhadores que atuam em linhas de produção. A obra traz ainda a icônica cena na qual Carlitos fica preso numa grande engrenagem. A produção é uma boa amostra dos talentos de Chaplin. O artista é responsável pela direção, produção e roteiro, além de interpretar o protagonista.
Confira abaixo o trailer do filme:
Última atualização: 23 de outubro de 2026
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