Flávio não entregou autorizações para abrir sigilos, afirma senador

23/10/2026 - 18:48
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Flávio não entregou autorizações para abrir sigilos, afirma senador
- Sao Paulo, SP. 08/24/2026 - Elections 2026 - The presidential candidate for the PL party, Flavio Bolsonaro, talks with journalists after the meeting of the board of directors of the Federation of Industries of the State of Sao Paulo (FIESP), on Paulista Avenue, in the central region of Sao Paulo, this Monday, August 24, 2026.(Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Brazil Photo Press) INTERNATIONAL (Photo by Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP)

A campanha de Lula (PT) acusou Flávio Bolsonaro (PL) de descumprir o acordo para tornar públicos seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos, firmado na quinta-feira (22) entre os dois candidatos à Presidência. Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), o adversário apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento que condiciona a divulgação dos dados a uma decisão judicial, apesar do compromisso de abertura voluntária.

A denúncia foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista coletiva da campanha petista, em Brasília. Camilo afirmou que a equipe de Flávio deixou de apresentar as autorizações necessárias e questionou a ausência de informações envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL.

“O candidato Flávio fugiu do compromisso de abrir todos os sigilos, inclusive do Willer Tomaz”, declarou o senador.

A inclusão de dados relacionados ao advogado havia sido um dos principais pontos de divergência nas negociações. Tomaz é investigado pela Polícia Federal e aparece em apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o candidato bolsonarista.

Na quinta-feira, as duas campanhas anunciaram um entendimento para a divulgação simultânea de informações dos candidatos, familiares e empresas. Lula assinou pessoalmente o acordo, enquanto Flávio foi representado por sua advogada, Maria Claudia Bucchianeri, por procuração.

Segundo Camilo, a campanha petista apresentou as autorizações exigidas pelo adversário, incluindo informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB) e gastos com o cartão corporativo da Presidência.

A equipe de Flávio, porém, teria entregue apenas documentos que dependem de uma determinação da Justiça para produzir efeitos.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, também criticou a documentação apresentada pelo PL. Em publicação nas redes sociais, classificou o procedimento como uma “farsa” e afirmou que o adversário não autorizou efetivamente a abertura dos sigilos.

O impasse ocorre depois de o ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, esclarecer que os candidatos podem divulgar voluntariamente seus próprios dados, sem autorização judicial.

A defesa de Lula apresentou uma nova petição ao tribunal e avalia recorrer ao plenário para discutir o cumprimento do compromisso.

A campanha de Flávio Bolsonaro ainda não havia apresentou resposta às acusações até a publicação da reportagem

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