Lula lidera no estado onde quem chega na frente ganha a eleição, diz Real Time Big Data

27/08/2026 - 13:30
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Lula lidera no estado onde quem chega na frente ganha a eleição, diz Real Time Big Data
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Lula/Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial em Minas Gerais no primeiro turno e também no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dados são de pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (27).

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma ser considerado estratégico nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos venceram no Estado.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores mineiros entre os dias 22 e 26 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Lula abre cinco pontos no primeiro turno

Na primeira rodada de votação, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. A diferença é de cinco pontos percentuais.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece em terceiro lugar, com 9%. Renan Santos (Missão) tem 5%, seguido por Pablo Marçal (PRTB), com 4%.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 2%, empatado com Augusto Cury (Avante), também com 2%.

Veja os números:

  • Lula (PT): 39%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 34%
  • Romeu Zema (Novo): 9%
  • Renan Santos (Missão): 5%
  • Pablo Marçal (PRTB): 4%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2%
  • Augusto Cury (Avante): 2%
  • Outros: 1%
  • Branco/Nulo: 2%
  • Não sabe/Não respondeu: 2%

Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) somaram 1% e foram agrupados na categoria “outros”.

A pesquisa, porém, incluiu Pablo Marçal no questionário apesar de ele não ser candidato à Presidência em 2026. O político está inelegível até 2032.

Segundo turno

Se a eleição fosse para um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente também aparece na frente com uma vantagem menor.

Lula teria 46%, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a diferença está dentro do intervalo estatístico.

  • Lula (PT): 46%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 44%
  • Branco/Nulo: 6%
  • Não sabe/Não respondeu: 4%

O resultado mostra uma distância menor entre os dois principais candidatos do que a registrada no primeiro turno.

Lula e Flávio concentram maiores rejeições

A pesquisa também aponta um cenário de forte rejeição aos dois candidatos que lideram a corrida em Minas.

Flávio Bolsonaro aparece com 51% de rejeição, enquanto Lula tem 50%. A diferença também está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Na sequência aparecem Pablo Marçal, com 43%; Zema, com 33%; Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 32%.

Os índices de rejeição são:

  • Flávio Bolsonaro: 51%
  • Lula: 50%
  • Pablo Marçal: 43%
  • Zema: 33%
  • Ronaldo Caiado: 32%
  • Renan Santos: 32%
  • Rui Costa Pimenta: 27%
  • Wilson Grassi: 24%
  • Augusto Cury: 23%
  • Samara: 23%
  • Edmilson Costa: 22%
  • Hertz Dias: 22%
  • Clariana Barão: 21%

Apenas 2% dos entrevistados disseram que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

Governo Lula

Apesar de liderar a corrida presidencial no primeiro turno e aparecer numericamente à frente de Flávio no segundo, Lula enfrenta uma avaliação negativa entre os eleitores de Minas Gerais.

O governo é desaprovado por 52% dos entrevistados, enquanto 47% aprovam a administração. Outros 1% não souberam ou não responderam.

Na avaliação geral, 43% consideram o governo ruim ou péssimo, contra 31% que classificam a gestão como ótima ou boa. Outros 25% avaliam o governo como regular.

  • Ruim/Péssimo: 43%
  • Ótimo/Bom: 31%
  • Regular: 25%
  • Não sabe/Não respondeu: 1%

Os números mostram, portanto, um cenário contraditório para Lula em Minas: o presidente mantém a liderança nas intenções de voto para o primeiro turno, mas enfrenta elevada rejeição e uma avaliação majoritariamente negativa do governo. Em um confronto direto com Flávio Bolsonaro, a vantagem de dois pontos desaparece dentro da margem de erro.

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