Filho de Fux para Vorcaro após marcar encontro: “tapete vermelho irmão”

15/09/2026 - 11:12
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Filho de Fux para Vorcaro após marcar encontro: “tapete vermelho irmão”
- O ministro Luiz Fux/Foto: Ton Molina/STF

Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, revelam uma relação de proximidade entre o empresário e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os diálogos mostram contatos frequentes, encontros presenciais e tratativas para a participação do magistrado em um evento ligado ao banqueiro em Londres.

O conteúdo integral do aparelho foi entregue pela Polícia Federal na segunda-feira (14) aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Os magistrados solicitaram acesso ao material para subsidiar a análise prevista para esta terça-feira (15) sobre a relação de Moraes com Vorcaro.

Advogado tratou ministro como possível participante de evento

De acordo com as conversas, Rodrigo Fux teria articulado a participação do pai em um compromisso em Londres. Após uma sequência de contatos com Vorcaro, o advogado pediu que as informações sobre o evento fossem encaminhadas à secretária de Luiz Fux no Supremo.

Os diálogos também registram a maneira informal como Rodrigo e Vorcaro se tratavam. Em diferentes ocasiões, o advogado chamou o ex-banqueiro de “irmão”.

Em 17 de maio de 2024, Rodrigo iniciou uma conversa com a mensagem:

“Fala irmão. Tudo bem?”.

Em novembro do mesmo ano, ao informar que estava disponível para uma chamada, escreveu:

“Vamos irmão? Liberei”.

Encontro no escritório no Rio de Janeiro

Em 4 de dezembro de 2024, os dois conversaram sobre um encontro no escritório de Rodrigo Fux, no Rio de Janeiro. Vorcaro informou que só conseguiria comparecer às 14h. O advogado, então, disse que remarcaria outro compromisso para recebê-lo.

Após a confirmação do horário, Rodrigo escreveu:

“Tapete vermelho irmão”.

Vorcaro respondeu:

“Valeu irmao!”.

Escritório nega serviços e pagamentos

Em nota, o Fux Advogados afirmou que nunca advogou, prestou serviços ou recebeu valores de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas e fundos relacionados ao grupo.

O escritório também declarou que o tom informal das conversas refletia apenas uma tentativa de aproximação comercial promovida por Vorcaro e seus sócios. Segundo a nota, a iniciativa não se concretizou e ocorreu mais de um ano antes das notícias sobre suspeitas de fraudes e implicações criminais envolvendo o banqueiro.

Luiz Fux foi procurado por meio da assessoria do STF, mas não havia se manifestado até o momento da publicação.

A divulgação das mensagens ocorre em meio à análise de documentos apreendidos pela Polícia Federal no caso Banco Master e à discussão sobre os contatos de Vorcaro com integrantes e pessoas próximas a ministros do Supremo.

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