BTG/Nexus: os principais detalhes da nova pesquisa presidencial

31/08/2026 - 14:06
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BTG/Nexus: os principais detalhes da nova pesquisa presidencial
- Sao Paulo, SP. 23.08.2026 - Presidential Debate - Candidate Augusto Cury (Avante) during the first debate of the presidential election race, promoted by TV Bandeirantes, at the station's headquarters in the southern zone of Sao Paulo, this Sunday, August 23, 2026.(Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Brazil Photo Press) INTERNATIONAL (Photo by Marina Uezima / Brazil Photo Press via AFP)

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31 de agosto) reconfigurou o cenário eleitoral para 2026: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) de quatro para seis pontos percentuais no primeiro turno, enquanto Augusto Cury (Avante) protagonizou o movimento mais expressivo da rodada ao saltar nove pontos em sete dias.

O levantamento é o primeiro realizado após o debate presidencial na televisão, as entrevistas no Jornal Nacional e o início do horário eleitoral gratuito, o que ajuda a contextualizar a velocidade das mudanças no mapa de intenções de voto.

Lula amplia vantagem e Cury dispara

A pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Na rodada anterior, divulgada em 24 de agosto, o presidente registrava 41% e o candidato do PL, 37%. Os dois recuaram, mas Flávio perdeu quatro pontos ante dois de Lula, o que ampliou a distância entre eles. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

O movimento mais expressivo da rodada, porém, é o de Augusto Cury. O escritor e candidato do Avante saiu de 2% para 11% em uma semana, crescimento de nove pontos percentuais que o coloca isoladamente na terceira posição, muito acima da margem de erro. O salto também aparece na pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados não recebem uma lista de nomes: Cury passou de 1% para 8% nesse formato, enquanto Lula marcou 37% e Flávio Bolsonaro, 30%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5% no cenário estimulado, e os demais candidatos ficam abaixo de 3%. Brancos, nulos ou indecisos somam 6%.

O perfil do eleitor de Augusto Cury
O crescimento de Cury não se distribui de forma uniforme pelo eleitorado. Os dados da BTG/Nexus mostram que sua adesão é mais intensa entre os mais jovens: 22% na faixa de 16 a 24 anos e 16% entre eleitores de 25 a 40 anos. Entre os que têm de 41 a 59 anos, o índice cai para 8%, e entre os eleitores com 60 anos ou mais, recua para 4%.

O recorte mais expressivo é o etário: entre eleitores de 16 a 24 anos, Cury alcança 22% das intenções de voto, seu melhor resultado em qualquer segmento pesquisado. Na faixa de 25 a 40 anos, registra 16%. A partir daí, a curva cai: 8% entre os eleitores de 41 a 59 anos e apenas 4% entre os que têm 60 anos ou mais.

] Cury tem 17% entre eleitores com ensino superior e 14% entre aqueles com ensino médio. Entre os eleitores com ensino fundamental, o número cai para 3%. A renda segue trajetória semelhante: 17% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, contra 8% entre quem recebe até um salário mínimo.

Segundo turno

As mudanças no primeiro turno não se traduziram, por enquanto, em alteração no cenário de segundo turno. Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente registra 46% contra 45% do senador, configurando empate técnico dentro da margem de erro, resultado idêntico ao da semana anterior. A vantagem que Lula acumulou no primeiro turno ainda não se converte em folga decisiva para uma eventual rodada final.

O grau de consolidação do voto de Cury é o ponto de maior atenção para os próximos levantamentos. Segundo a pesquisa, 39% dos eleitores que hoje declaram voto no candidato do Avante afirmam que ainda podem mudar de escolha, índice muito superior aos 14% registrados entre os eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro.

O dado revela a volatilidade da base de Cury e sinaliza que seu crescimento pode ser disputado por outros candidatos à medida que a campanha avança.

No cenário que inclui Pablo Marçal, inelegível mas testado pela pesquisa, Lula mantém 37%, Flávio Bolsonaro fica com 31% e Cury sustenta os 11%, preservando a vantagem de seis pontos do presidente sobre o candidato do PL.

 

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