Após censura, PT registra “Exército do Lula” e canal volta ao ar com mais de 4 milhões
O canal “Exército do Lula” voltou a ser liberado nesta terça-feira (13) depois que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou seu registro no Tribunal Superior Eleitoral.
A estrutura, criada pelo deputado André Janones (Rede-MG), reúne mais de 4 milhões de seguidores e havia sido alvo de uma ordem de suspensão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
Com a entrega dos dados exigidos pela Justiça Eleitoral, Kassio considerou que a medida que mantinha o canal fora do ar perdeu a razão de existir.
A ofensiva contra o canal começou a partir de uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusou a estrutura de difundir conteúdos irregulares durante o segundo turno.
O presidente do TSE sustentava que o vínculo entre Janones e a campanha petista obrigava o registro formal do canal. Para Kassio, havia uma atuação coordenada entre o deputado e a candidatura de Lula, o que colocava a ferramenta digital dentro das regras aplicadas à propaganda eleitoral.
A decisão de suspender o canal, no entanto, foi tomada sem comprovação de que as fake news citadas pela campanha de Flávio estivessem circulando naquele espaço.
Na análise técnica feita pelo tribunal, parte do conteúdo publicado não pôde ser verificada integralmente porque mensagens haviam sido apagadas ou editadas. A campanha bolsonarista afirmou ter identificado 499 mensagens removidas, entre elas três que já haviam sido alvo de determinação anterior do TSE.
Mesmo assim, o próprio Kassio reconheceu que não havia elementos suficientes para concluir que o canal funcionasse como uma estrutura dedicada à desinformação. O argumento usado para manter as restrições foi o risco de repetição de irregularidades na reta final da campanha.
Com o registro apresentado nesta terça, a principal exigência formal estabelecida pelo ministro foi cumprida, e o canal ficou liberado para voltar a operar.
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