Antes de plantar árvore frutífera em Hortolândia, confira as recomendações da Prefeitura
População precisa estar atenta à espécie mais apropriada ao espaço disponível
Plantar árvores frutíferas na cidade, seja em calçada, em canteiros ou em áreas verdes, é diferente de plantar em área rural. É preciso adotar alguns cuidados e seguir recomendações de segurança para evitar problemas e contratempos.
Frequentemente, a Prefeitura é questionada sobre o tema e para bem orientar a população sobre o plantio de árvores frutíferas em Hortolândia apresenta as seguintes recomendações da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos.
Que espécies frutíferas posso plantar, em que espaço?
- Em APPs (Áreas de Preservação Permanente) e em outras áreas verdes protegidas, próximas às nascentes revitalizadas e a microflorestas, dê preferência às espécies nativas, que são mais adaptadas às condições da região e contribuem para a conservação da biodiversidade, principalmente por fornecerem alimento e abrigo para a fauna local;
- Em calçadas, prefira plantar espécies nativas menores, como a grumixama, a pitanga, o araçá e o bacupari, consideradas compatíveis com o espaço exíguo, de circulação de pessoas. Espécies maiores ou exóticas, tais como manga, graviola, jaca, dentre outras, podem gerar obstrução do trânsito durante a colheita, danos à infraestrutura urbana (ao pavimento, a tubulações subterrâneas ou à fiação) ou acidentes (quando os frutos caem e apodrecem, deixam a passagem escorregadia para pedestres e veículos; além disso, os mais pesados podem danificar carros e telhados e até mesmo ferir pessoas).
- Em quintais, chácaras, sítios e outras áreas mais amplas, com espaço disponível considerável e distantes de infraestrutura urbana, é possível plantar outras espécies disponíveis na Prefeitura.
O Viveiro Municipal “Antonio da Costa Santos” é o órgão responsável pelo controle das mudas recebidas e produzidas em Hortolândia, entre elas as espécies frutíferas doadas aos munícipes. Lá, há diversas espécies frutíferas disponíveis para doação, tanto nativas quanto exóticas. A escolha fica a critério do morador, mediante orientação da equipe técnica.
Conheça algumas espécies frutíferas nativas utilizadas pela Prefeitura:
- Grumixama (Eugenia brasiliensis)
- Cereja-do-Rio-Grande (Eugenia involucrata)
- Pitanga (Eugenia uniflora)
- Araçá (Psidium cattleianum)
- Goiaba (Psidium guajava)
- Bacupari (Garcinia gardneriana)
- Cambuí (Myrcia spp.)
- Cambuci (Campomanesia phaea)
- Jabuticaba (Plinia cauliflora)
- Araçarana (Calyptranthes clusiifolia)
Além das nativas, o Viveiro recebe com frequência espécies exóticas que disponibiliza para doação, como acerola, manga, abacate, amora, ameixa, limão e jaca, entre outras — todas próprias para consumo tanto humano quanto animal.
Conforme levantamento realizado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Climáticos, o Viveiro Municipal produziu 1.360 mudas frutíferas em 2025, das quais 869 foram doadas à população. Todas as mudas passam por um tempo de desenvolvimento, que define o tempo médio das mudas para doação. Ele varia conforme a espécie e tem duração média de seis meses, conforme explica a bióloga e jardineira da Pasta, Niara Brambila. Após esse período, as mudas não doadas retornam ao estoque e são utilizadas conforme a demanda de serviços públicos realizados pela Prefeitura. Além das mudas produzidas, o Viveiro também recebe exemplares provenientes de compensação ambiental.
Como retirar mudas e adubo gratuitamente
A cada dois meses, moradores da cidade podem retirar gratuitamente uma muda de árvore e 40 quilos de adubo orgânico no Viveiro Municipal, além de receber orientações técnicas sobre como realizar o plantio de maneira adequada.
O Viveiro Municipal Antônio da Costa Santos fica na Rua Stefano Dilo, 350, no Adventista Campineiro, com atendimento ao público de quarta a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h.
Para retirar mudas e adubo orgânico gratuitamente, é preciso apresentar comprovante de endereço e documento com foto, além de levar um recipiente — saco ou balde — para transportar o material orgânico.
Última atualização: 28 de setembro de 2026
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